CIDADE DE AMAPÁ: UM DESAFIO PARA GRANDES MUDANÇAS!

CIDADE DE AMAPÁ: UM DESAFIO PARA GRANDES MUDANÇAS!

SAUDAÇÕES AMBIENTAIS!

Carta aos leitores (Por Manoel Mandi)
"Aqui gostaria de partilhar com vocês um pouco de minha trajetória ao longo destes oito anos o qual venho legislando como deputado estadual na Assembléia Legislativa do Amapá.

Desde que iniciei minha caminhada na política, percorri vários lugares, conhecí várias pessoas que, muitas vezes compartilharam comigo sua triste e dura realidade e me transformaram em um ser humano melhor, dotado de mais sensibilidade em relação aos problemas sócio-ambientais.

Costumo dizer que nesta vida política, apesar de travar incansáveis batalhas, eu recebi muito mais da sociedade do que me doei a ela, sendo um grande receptor de conhecimentos tradicionais, amor ao próximo, solidadariedade, aprendendo o real significado da palavra amizade.

E de uma maneira simples, mas sincera, como forma de agradecer a toda a sociedade amapaense e homenagear a todos os que passaram em minha vida, convido você caro leitor a fazer parte desta caminhada comigo, acompanhando meus passos e ao mesmo tempo avaliando se mereço ou não o seu apoio nestas eleições!

Sejam muito bem-vindos ao blog e sintam-se abraçados ao lerem estas palavras!

Atenciosamente,

Manoel Mandi
Deputado Estadual. " 43222

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PS: ROLE A BARRA DE ROLAGEM ATÉ O FINAL DA PÁGINA DO BLOG E CONHEÇA ALGUMAS DE MINHAS PROPOSTAS PARA O PRÓXIMO MANDATO!!!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A TRISTE REALIDADE DO SISTEMA PENITENCIÁRIO NO AMAPÁ: REVENDO CONCEITOS E APLICANDO PRÁTICAS (Por Rayssa A. Barros)

Como um criminoso pode se tornar novamente um cidadão de bem estando em uma prisão que só o torna pior? Certamente esta é uma das perguntas que mais intrigam a sociedade amapaense quando falam sobre o IAPEN. Segundo a juíza Maria Lúcia Karan:
“É do conhecimento de qualquer cidadão, habitante deste país que as penitenciárias brasileiras se transformaram em verdadeiros cursos preparatórios para a criminalidade, não sendo exagero afirmar que mais da metade dos condenados egressos das penitenciárias voltam ao crime”.

A juíza faz duras críticas sobre o atual sistema penitenciário adotado nos presídios brasileiros e fala das condições totalmente desumanas e cruéis que em nada contribuem para a ressocialização dos condenados. Segregados num espaço de puro arbítrio e de total ausência de quaisquer direitos e atividades que deveriam ajudar estas pessoas a refletirem sobre suas ações criminosas, essas pessoas voltam até piores para o convívio social, aumentando ainda mais o índice de violência nas cidades. Mas por que a prisão se tornou uma verdadeira escola de criminosos?

Vamos retroceder no tempo e analisar as condições de vida que este detento foi obrigado a possuir dentro da prisão: Humilhações, agressões físicas e verbais, ameaças por outros detentos e agentes penitenciários, superlotação, falta de condições adequadas de acomodação, etc. Tudo isso rendeu a ele uma formação psicológica pior da que possuía quando entrou na prisão. Resultado? Volta para as ruas da cidade com mais sede de vingança e acaba caindo na vida criminosa novamente.

Só para se ter uma noção do problema, em 2003, o então Complexo Penitenciário do Amapá, atual Instituto Penitenciário – IAPEN possuía uma infra-estrutura projetada para abrigar 518 detentos, entre homens e mulheres, contudo, abrigava na realidade cerca de 800 presos somando um déficit de quase 63%.



Superlotação de presos no IAPEN: Escola de criminosos? Esta realidade precisa mudar! Imagem retirada da internet.

Com todos esses questionamentos, nos vem uma pergunta: será que o sistema penitenciário brasileiro oferece as condições necessárias para ressocializar o presidiário e prepará-lo para enfrentar o mundo fora dos muros da penitenciária?


Dando sua pequena, mas significativa contribuição com esta problemática, o deputado estadual Manoel Mandi, plantou uma pequena semente de esperança aos ex-detentos que saem da prisão com a intenção de recomeçar do zero a sua vida social. Trata-se do projeto de lei de criação do Fundo Penitenciário do Amapá - FUNPAP, que tem como principal objetivo prover recursos a Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Amapá para a melhoria de condições de vida carcerária nos estabelecimentos penais do estado, como a ocupação remunerada dos internos, assistência social, profissionalização, todas com o objetivo maior de ressocialização dos presos.

“É preciso enfrentar os problemas das prisões de maneira mais racional. Um sistema carcerário violento, promíscuo e superlotado tenderá a produzir reincidentes mais violentos, que certamente devolverão à sociedade tudo aquilo que passaram atrás das grades.” Afirma o deputado com a convicção de que é preciso maior atenção com as questões envolvendo o IAPEN-AP.


“No programa de ressocialização pelo trabalho, tanto o detento quanto a empresa, o estado e a sociedade saem ganhando”. Afirma o deputado Manoel Mandi. Foto: Acervo do deputado.

Mandi acredita que o Amapá, diante a tantas mazelas em seu sistema penitenciário, precisa imediatamente criar alternativas para amenizar estes problemas, criando alternativas logísticas para o fiel cumprimento da lei de execuções penais, de modo que a pena tenha potencialidade ressocializadora e sirva como instrumento para a preservação da segurança, sem a necessidade do ex-detento recorrer a desesperos criminosos.

O FUNPAP já é uma realidade para o estado do Amapá, sendo sancionado pelo governador em 2003. “Os recursos financeiros do FUNPAP são obtidos das taxas judiciárias, receitas de produção e convênios e são aplicados em equipamentos para canteiros de trabalho, cursos profissionalizantes, assistência social aos egressos e até, eventualmente, em equipamentos para as unidades penais.” Descreve o deputado ao ser questionado sobre a forma de manutenção e funcionamento do FUNPAP.

“No programa de ressocialização pelo trabalho, tanto o detento quanto a empresa, o estado e a sociedade saem ganhando”. Afirma o deputado, com a convicção de que este foi apenas um pequeno grande passo para a melhoria do sistema penitenciário no Amapá e também para o Brasil.

Mandi defende que para o progresso de um povo é necessário que se invista sempre na educação e qualidade de vida das pessoas, não importando se as mesmas em outrora cometeram crimes ás vezes irreparáveis. “Todos nós nascemos com o direito de liberdade garantido pela constituição brasileira e pela carta da terra. Portanto, a liberdade não deve ser restrita a ninguém desde que seja utilizada para atividades positivas.” Complementa o deputado Mandi.

Todos merecem uma segunda chance e cabe a nós quanto seres humanos trabalharmos para que os direitos de todos estejam assegurados. O deputado fez a sua parte, agora faça você também a sua! Lute por seus direitos, questione, investigue, acompanhe os fatos políticos que acontecem em Macapá. Mesmo não gostando do assunto, acredite: é através da política que os nossos direitos e deveres estão assegurados.

Contamos com seu apoio nesta luta em favor do respeito aos direitos humanos!



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